16/02/2009

Contra o vento

Quando o vento passa incandescente e torna o possível abominável, é hora de pensar que o mundo já foi outrora bom. Deixar de enxergar não é sorrir à toa mostrando a cerca amarelo-dente que destoa na face. O embrulho-estômago já fita sua expulsão e quando sai é um conjunto de dor e alívio que não se esvai. Olhar para o chão se torna necessário e único. Levantar-se não é opção. Tateando o ambiente remelento, chega-se a um cume mais baixo que os joelhos. O descanço da cabeça é o aceitar do tempo. Respirar o ar fétido e empoeirado, faz as narinas sangrarem. Deitado mesmo atordoado, machucado e sujo, em paz. Não soube aceitar mas sorriu um sorriso rasgar da boca.

1 comentários:

Marcelo disse...

Forte, hein?