14/04/2009

Engolido pelo oceano

Há que se entender, mesmo que só se escute ao fundo as notas de uma música triste, que estamos à revelia em um oceano frio e gelado. Aquele barco de papel que soltamos anos atrás, molhou-se tanto que foi se despedaçando e, por fim, caímos. Abraçar pode ter sido a última alternativa, mas foi sempre a primeira idéia. A água, que sempre me inspirou, agora era inspirada. Me afogando, bebi dois ou três goles do oceano e, então, a onda que chegou à praia, não derrubou o recém criado castelo de areia.
Por dois ou três goles.

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